Eleições em Brasil

Eleições em Brasil 2022: como votar, quando são, os candidatos e as últimas pesquisas de intenção de voto

No próximo domingo, 2 de outubro, terá lugar a primeira volta das eleições presidenciais. Os candidatos mais prováveis são Lula da Silva e Jair Bolsonaro

Lula da Silva e Jair Bolsonaro.
Lula da Silva e Jair Bolsonaro.Cuartoscuro / EFE

Alguns dias antes das eleições de domingo, 2 de outubro, no Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as pesquisas com números que o aproximam da metade dos votos válidos que ele precisa para vencer no primeiro turno. O atual presidente, Jair Bolsonaro, está buscando a reeleição e o acompanha com cerca de um terço dos votos. Mais de 156 milhões de brasileiros são chamados aos postos de votação nos 26 estados do país e no Distrito Federal de Brasília para eleger, além do próximo presidente da República, deputados federais, deputados estaduais, senadores e governadores. Toda a Câmara dos Deputados e um terço do Senado serão renovados.

Como votar?

A votação é obrigatória para os brasileiros entre 18 e 69 anos, e opcional para os de 16 e 17 anos, assim como para os maiores de 70. Para ter acesso às urnas, os eleitores devem apresentar um documento de identidade com foto para comprovar sua identidade. Eles podem verificar seu posto de votação no website do Tribunal Superior Eleitoral.

Há cinco cargos a serem eleitos: deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente. Nas urnas eletrônicas as opções estão dispostas nessa ordem. O eleitor deve digitar o número de seu candidato e verificar seu nome e sua fotografia para confirmar seu voto. Lula, por exemplo, é o número 13; Bolsonaro, 22. Os celulares não são permitidos na cabine de votação e devem ser deixados na mesa de votação com antecedência.

No Brasil não existe uma “lei seca” nacional, impondo restrições à venda de bebidas alcoólicas, mas alguns dos Estados menos populosos adotam alguma forma de regulamentação. A legislação eleitoral estabelece que os eleitores não podem ser presos ou detidos desde terça-feira, cinco dias antes das urnas, até 48 dias após a primeiro turno de domingo, a menos que sejam pegos em flagrante delito, em cumprimento de uma sentença judicial por ofensa não passível de sanção ou por violação de conduta segura.

O que dizem as pesquisas?

Uma semana antes da votação, Luiz Inácio Lula da Silva (44,9%) estava cerca de dez pontos à frente de Jair Bolsonaro (34,5%), de acordo com a média das pesquisas conduzidas pelo EL PAÍS. Em terceiro lugar está Ciro Gomes (7,1%) e em quarto lugar está Simone Tebet (4,9%).

Na última semana da campanha, uma avalanche de pesquisas ainda está sendo liberada. Em alguns, Lula está perto de 48% e Bolsonaro está um pouco abaixo de cerca de 32%. Se apenas votos válidos forem considerados (sem contar os votos em branco, nulos e indecisos), com esses números o ex-presidente poderia ultrapassar o limite da metade dos votos necessários para selar a eleição no primeiro turno, algo que ele não conseguiu nas duas ocasiões anteriores em que foi eleito presidente (2002 e 2006). Em meio ao frenesi das medições, as firmas Ipec e Datafolha apresentarão suas últimas medições no sábado, véspera das eleições.

Quais são os calendários das eleições presidenciais?

A votação no primeiro turno ocorrerá no domingo, 2 de outubro. As urnas estão abertas por um período de 9 horas, entre 8h e 17h, de acordo com o horário de Brasília. Todos os eleitores comparecem simultaneamente, mesmo que haja uma diferença horária entre os fusos horários de um país de dimensões continentais. Os primeiros resultados do dia da eleição devem ser conhecidos uma hora após o encerramento das urnas.

Quando está programada o segundo turno?

Se nenhum dos candidatos presidenciais ganhar mais da metade dos votos válidos no domingo, o segundo turno entre os dois primeiros será realizado no domingo, 30 de outubro. É o mesmo sistema para os 27 governadores a serem eleitos.

Quem são os principais candidatos?

Lula da Silva, que já foi presidente entre 2002 e 2010, é o favorito. Forjado em lutas sindicais, o líder de esquerda ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores nos anos 80 e perdeu três eleições antes de ser eleito em 2002 e reeleito em 2006, ambas as vezes em segundo turno. Ele deixou o cargo com índices de popularidade altíssimos, mas passou 580 dias na prisão depois de ser condenado por corrupção. Em 2019 ele foi libertado da prisão e mais tarde o sistema judicial anulou sua condenação devido a falhas processuais no processo judicial.

O atual presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro, está buscando a reeleição como candidato do Partido Liberal. Deputado em Brasília por quase 30 anos, foi eleito em meio ao descrédito dos partidos tradicionais em 2018, quando se apresentou como um forasteiro. Seu mandato tem sido rodeado de toda sorte de controvérsias, inclusive a de minimizar a pandemia de coronavírus.

Ciro Gomes, ex-governador do Estado do Ceará, está concorrendo como terceira via. O candidato do Partido Trabalhista Democrático (PDT) já foi candidato em 1998, 2002 e 2018, e não está em vias de desistir, apesar dos apelos para que ele abra caminho para uma vitória do Lula no primeiro turno.

A Senadora Simone Tebet, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), aparece em quarto lugar nas urnas. Como Ciro Gomes, ela defende a necessidade de uma alternativa a Bolsonaro e Lula.

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